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Mercado Pago Rende Quanto? Cofrinhos até 120% do CDI (2026)

Os Cofrinhos do Mercado Pago rendem de 100% a 120% do CDI em 2026, cada nível com condição e teto. Veja quanto rende por valor, o IR e a proteção (que não é FGC).

Patrimo
7 min de leitura

Quanto rende o Mercado Pago? Depende do nível que você destrava — e os Cofrinhos pagam um dos rendimentos mais altos entre os apps de conta. Os Cofrinhos partem de 100% do CDI e sobem a 115% ou 120%, cada degrau com sua condição e seu teto. Abaixo, o valor exato em reais de cada nível, o imposto e uma particularidade que quase ninguém explica: a proteção daqui não é o FGC.

Resposta direta

Os Cofrinhos rendem em três níveis: 100% do CDI para todo mundo, 115% para quem traz R$ 1.000+/mês à conta (até R$ 5 mil de saldo) e 120% para assinantes Meli+ (até R$ 10 mil). Em reais: R$ 1.000 geram de R$ 11 a R$ 13 por mês brutos, com CDI a ~14,15% a.a. Resgate imediato, IR regressivo no resgate — e proteção via títulos públicos (risco soberano), não FGC.

A Escada de Rendimento dos Cofrinhos

O Mercado Pago estruturou o rendimento como um programa de fidelidade às avessas: quanto mais a sua vida financeira passa por lá, maior o percentual. São três degraus em julho de 2026:

NívelCondiçãoVale atéExemplo (bruto)
100% do CDINenhuma — é o piso de qualquer CofrinhoSem tetoR$ 1.000 → R$ 11,09/mês
115% do CDIMovimentar a conta: trazer ao menos R$ 1.000 por mêsAté R$ 5.000R$ 1.000 → R$ 12,63/mês
120% do CDIAssinatura Meli+ ativaAté R$ 10.000R$ 1.000 → R$ 13,16/mês

Dois avisos honestos sobre essas condições. Primeiro: as condições são definidas pelo Mercado Pago e já mudaram outras vezes — o número que vale é o que aparece na área de rendimento do seu app, não o print antigo de rede social. Segundo: o degrau de 115% pede constância (R$ 1.000 entrando todo mês); se num mês a regra falha, o percentual desce até você recuperar o ritmo.

Traduzindo em Reais

Percentual de CDI é abstração; salário na conta é realidade. Com o CDI a ~14,15% ao ano, cada nível entrega o seguinte por mês (bruto) e por ano (líquido, já com o IR de 17,5% da faixa de 12 meses):

CenárioPor mês (bruto)12 meses (líquido)
R$ 1.000 a 100% do CDIR$ 11,09R$ 116,74
R$ 1.000 a 115% do CDIR$ 12,63R$ 134,25
R$ 1.000 a 120% do CDI (Meli+)R$ 13,16R$ 140,09
R$ 5.000 a 115% do CDI (teto do nível)R$ 63,13R$ 671,26
R$ 10.000 a 120% do CDI (teto Meli+)R$ 131,58R$ 1.400,85

Âncora de comparação: a poupança pagaria R$ 61,70 + TR por ano a cada R$ 1.000 guardados (0,5% ao mês + TR). O pior nível do Cofrinho quase dobra isso no líquido.

Os Tetos: Onde o 115% Vira 100%

O detalhe que os banners de "até 120% do CDI" deixam em corpo seis: os percentuais turbinados têm limite de valor. Sem Meli+, o 115% cobre só os primeiros R$ 5.000; com a assinatura, o 120% alcança R$ 10.000. Tudo o que passa do teto rende o piso de 100%.

Um exemplo para calibrar expectativa: quem guarda R$ 20.000 com Meli+ tem R$ 10.000 rendendo 120% e os outros R$ 10.000 rendendo 100% — a taxa média do total fica em 110%, não nos 120% da propaganda. Quanto maior o saldo, mais o rendimento real se aproxima do piso. Para valores bem acima dos tetos, o jogo muda de campo: um CDB de banco médio a 110–120% do CDI paga o percentual cheio sobre o valor inteiro, com FGC.

A Proteção: Risco Soberano, Não FGC

Aqui está a diferença estrutural entre o Mercado Pago e os vizinhos de comparativo. Na Caixinha do Nubank e no PicPay, o seu dinheiro vira um depósito bancário (RDB/CDB) — se o banco quebrar, o FGC devolve até R$ 250 mil. Nos Cofrinhos, o caminho é outro: o dinheiro é aplicado com lastro em títulos públicos federais, num patrimônio separado do caixa da empresa.

Isso significa duas coisas práticas. A garantia final é o Tesouro Nacional — o mesmo devedor do Tesouro Selic, considerado o menor risco de crédito do país, e sem teto de R$ 250 mil. E, por ser patrimônio segregado, uma eventual crise da empresa Mercado Pago não leva o dinheiro dos Cofrinhos junto. Não é uma proteção pior que a dos concorrentes; é de outra natureza — e, para quem guarda valores altos, indiscutivelmente robusta. O que ela não cobre, como nenhuma cobre, é o IR: a tabela regressiva (22,5% a 15%) vale aqui do mesmo jeito, descontada no resgate ( a tabela completa).

Campanhas-Relâmpago: o Caso dos 140%

De tempos em tempos o Mercado Pago solta um número que para o feed: em março de 2026 foi um Cofrinho de 140% do CDI, válido por um mês, exclusivo para Meli+ e com regulamento próprio. Vale a pena participar dessas campanhas? Geralmente sim, enquanto duram — 140% do CDI é taxa de fazer inveja a CDB de banco médio. O checklist antes de entrar: qual o teto de valor, até quando vale o percentual, o que acontece com o saldo quando a campanha termina (volta ao nível normal) e se há prazo mínimo de permanência. Campanha-relâmpago é tempero, não prato principal: o plano de longo prazo se constrói sobre o rendimento permanente, não sobre a promoção do mês.

Rode os Seus Números

Para simular o seu saldo e prazo com o CDI vigente — incluindo o desconto exato de IR por faixa — use a ferramenta abaixo (para os níveis turbinados, multiplique o rendimento — não o total — por 1,15 ou 1,20):

Também dá para calcular quanto rende no CDI, bruto e líquido, na página da calculadora.

Contra Nubank, PicPay e Inter

O Mercado Pago briga bem: rende desde o primeiro dia (pelas regras atuais, sem a carência de 30 dias que trava o saldo solto no Nubank e o percentual cheio no PicPay) e seus níveis turbinados superam os 100% padrão do mercado — dentro dos tetos. O placar completo, com a conta real de R$ 10.000 em cada banco e as regras que os anúncios escondem, está no comparativo qual conta rende mais em 2026. E a decisão final raramente é sobre percentual: é sobre quais condições combinam com o jeito que o seu dinheiro se move.

💡 Cofrinho é o primeiro degrau. Para o dinheiro que pode esperar mais, o caminho natural é CDB, LCI e LCA — e para a reserva de emergência dimensionada direito, comece pelo guia completo.

Fontes e metodologia: níveis, condições e tetos de rendimento dos Cofrinhos conforme divulgação oficial do Mercado Pago (julho/2026): 100% do CDI como piso; 115% condicionado a aportes mensais de R$ 1.000+ (saldo até R$ 5.000); 120% para assinantes Meli+ (até R$ 10.000); campanha de 140% encerrada em abril/2026. Cálculos com CDI de ~14,15% a.a. (Selic 14,25%); mensal bruto a ~1,1085% (100%), ~1,2625% (115%) e ~1,3158% (120%); anuais líquidos após IR de 17,5%. Lastro dos Cofrinhos em títulos públicos (risco soberano); CDBs do app contam com FGC. Regras de produto mudam sem aviso — o app é a fonte final. Conteúdo educacional; não é recomendação de instituição. Última revisão: 9 de julho de 2026.

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Perguntas frequentes

Quanto rende R$ 1.000 no Cofrinho do Mercado Pago?

Depende do seu nível de rendimento. No piso de 100% do CDI (~14,15% ao ano em julho de 2026), R$ 1.000 geram cerca de R$ 11,09 por mês brutos. Com o nível de 115% ativado (quem traz R$ 1.000 ou mais por mês para a conta), sobem para R$ 12,63. Assinantes Meli+ a 120% chegam a R$ 13,16. Em 12 meses a 115%, o líquido depois do IR fica em torno de R$ 134.

Como ativar o rendimento de 115% do CDI no Mercado Pago?

A condição divulgada pelo Mercado Pago é de movimentação: trazer pelo menos R$ 1.000 por mês para a conta (Pix recebido, salário, transferências). Cumprida a regra, os Cofrinhos passam a render 115% do CDI para saldos de até R$ 5.000 — o que passar do teto segue rendendo 100%. As condições exatas aparecem na área de rendimento do app e mudam periodicamente; confira lá antes de contar com o percentual cheio.

O Cofrinho do Mercado Pago tem FGC?

Não — e isso não significa desproteção. O dinheiro dos Cofrinhos é aplicado com lastro em títulos públicos federais, a chamada proteção de risco soberano: quem garante é o Tesouro Nacional, não o Fundo Garantidor de Créditos. Na prática, é o mesmo tipo de segurança do Tesouro Selic, sem o teto de R$ 250 mil do FGC. Diferente disso, os CDBs que o Mercado Pago vende dentro do app são produtos bancários e aí sim contam com FGC.

O saldo parado na conta do Mercado Pago rende sozinho?

O rendimento automático concentrado é o dos Cofrinhos; o saldo da conta tem regras próprias que o app exibe (em alguns períodos o Mercado Pago remunera também a conta, condicionado a campanhas). A prática que funciona independe disso: deixe na conta só o dinheiro da semana e mova o resto para um Cofrinho — o resgate é imediato, então você não perde flexibilidade, só ganha rendimento.

Mercado Pago ou Nubank: qual rende mais em 2026?

No teto de cada um, o Mercado Pago paga mais: 115% do CDI sem assinatura (contra 100% da Caixinha comum do Nubank) e 120% com Meli+ (empatando com a Caixinha Turbo, que exige Nubank+ ou Ultravioleta). Os limites mudam a conta: os percentuais turbinados do Mercado Pago valem até R$ 5.000–10.000, e o excedente cai para 100%. Para valores até esses tetos, o Mercado Pago leva; acima deles, os dois empatam no piso — e a decisão passa a ser sobre qual app você já usa.

O rendimento de 140% do CDI do Mercado Pago ainda existe?

Foi uma campanha por tempo limitado (março a abril de 2026), exclusiva para assinantes Meli+ e com regras específicas de prazo e valor. Campanhas-relâmpago assim aparecem vez ou outra nos bancos digitais — valem a pena enquanto duram, desde que você leia o regulamento: costumam ter teto baixo, prazo de permanência e data para acabar. O rendimento permanente do Mercado Pago em 2026 são os níveis de 100/115/120% do CDI.

Quanto rende o Cofrinho do Mercado Pago em 2026?

Em três níveis: o piso é 100% do CDI para qualquer Cofrinho; sobe a 115% quando a conta recebe R$ 1.000 ou mais no mês (vale para até R$ 5.000 de saldo) e a 120% com assinatura Meli+ (até R$ 10.000). Em dinheiro, com o CDI de 2026: cada R$ 1.000 produzem de R$ 11 a R$ 13 por mês antes do imposto.

O dinheiro no Mercado Pago é protegido pelo FGC?

A garantia final do dinheiro nos Cofrinhos é o Tesouro Nacional: a aplicação fica lastreada em títulos do governo federal, num patrimônio separado do caixa da empresa e sem limite de cobertura. É uma proteção de natureza diferente da bancária — quem quiser a cobertura clássica do FGC encontra nos CDBs oferecidos no próprio app.

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Escrito por Patrimo

O Patrimo é um app brasileiro de controle financeiro. Escrevemos os guias que gostaríamos de ter lido no começo: com a conta feita na sua frente, exemplos em reais e números que vêm do Banco Central, da B3 e da Receita Federal — nunca de achismo nem de promessa de rentabilidade. Conteúdo educacional; não é recomendação de investimento.

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