RESULTADO CONFIRMADO (05/08/2026)
O Copom decidiu, por unanimidade, cortar a Selic em 0,25 ponto percentual, levando a taxa para 14,00% ao ano — o quarto corte consecutivo do ciclo. A decisão foi anunciada na noite de 5 de agosto de 2026, ao fim da 280ª reunião do comitê.
Quer ver o quanto isso muda no seu bolso? Os cálculos já atualizados com a nova taxa estão em quanto rende R$ 100 mil no Tesouro Selic com a Selic a 14,00% ou direto na calculadora do CDI .
O Copom se reuniu nos dias 4 e 5 de agosto de 2026 (a 280ª reunião da história) e decidiu, por unanimidade, cortar a Selic em 0,25 ponto percentual. Desde a noite de 5/08, a Selic está em 14,00% ao ano — o quarto corte consecutivo do ciclo.
Antes da decisão, o Relatório Focus do Banco Central indicava a manutenção em 14,25% como cenário mais provável, com o IPCA projetado em torno de 5,30% — acima do teto da meta de inflação (3% com tolerância de 1,5 ponto, ou seja, até 4,50%). O corte de 0,25 pp era o segundo cenário mais citado pelo mercado, e foi exatamente esse o que se confirmou. Este artigo mantém, de forma honesta, o registro do que o mercado projetava antes da reunião e detalha o que muda, agora, nos seus investimentos.
💡 Resumo rápido — resultado do Copom de agosto/2026
Reunião: 280ª, dias 4 e 5 de agosto de 2026 (decisão anunciada em 5/08)
Resultado: corte de 0,25 pp — Selic caiu de 14,25% para 14,00% ao ano
Decisão: unânime — quarto corte consecutivo do ciclo
Antes da reunião: o Focus apontava manutenção como cenário mais provável — o corte foi o segundo cenário mais citado, e foi o que aconteceu
Por quê: leitura mais benigna da inflação, mesmo com o IPCA 2026 projetado em ~5,30%, acima do teto da meta (até 4,50%)
Próxima reunião: 15 e 16 de setembro de 2026
📋 O que este artigo cobre:
Quando foi a reunião do Copom de agosto e por que ela importa
O Copom (Comitê de Política Monetária) é o órgão do Banco Central do Brasil que define a taxa Selic, a taxa básica de juros da economia. Ele se reúne 8 vezes por ano, sempre em dois dias seguidos, e anuncia a decisão na noite do segundo dia. A reunião de agosto — a 280ª — aconteceu nos dias 4 e 5 de agosto de 2026, com o comunicado divulgado na noite de 5/08: corte de 0,25 pp, levando a Selic a 14,00% ao ano.
A decisão importa porque a Selic é a referência de praticamente toda a renda fixa do país e influencia o custo do crédito, do financiamento imobiliário ao rotativo do cartão. Quando a Selic sobe ou cai, o rendimento do seu CDB e do Tesouro Selic muda junto — e o mesmo vale para o tamanho das suas parcelas de dívida. A poupança é a exceção: acima de 8,5% de Selic ela não acompanha a taxa básica (veja por que mais adiante ).
Calendário do Copom — reuniões restantes de 2026
4 e 5 de agosto — ✅ realizada (corte de 0,25 pp, Selic a 14,00%)
15 e 16 de setembro — próxima reunião
3 e 4 de novembro
8 e 9 de dezembro
Para entender o histórico recente: na reunião de junho de 2026, o Copom já havia definido a Selic em 14,25% ao ano — e agora, em agosto, cortou mais uma vez, para 14,00% ao ano. O contexto completo dessas decisões está no post Copom Junho 2026: Selic a 14,25% — o que muda nos seus investimentos (já atualizado com o corte de agosto). Se você quer entender o mecanismo da taxa em si, vale ler também Selic 2026: o que é a taxa de juros e como ela mexe com o seu dinheiro .
O que o mercado esperava (Relatório Focus) — e o que aconteceu
Toda semana, o Banco Central publica o Relatório Focus, que reúne as projeções de mais de uma centena de instituições financeiras para indicadores como Selic e inflação. É a melhor bússola pública para saber o que o mercado, em conjunto, está esperando — sem depender da opinião de um único analista.
Na véspera da reunião de agosto, o Relatório Focus projetava a Selic encerrando 2026 em torno de 13,75% ao ano — ligeiramente abaixo dos 14,25% então vigentes. Ou seja, o mercado já esperava, na média, mais cortes graduais até o fim do ano; o que ficou incerto até o anúncio foi o ritmo. Com o corte de agosto, a Selic já está em 14,00% — a apenas 0,25 pp acima dessa projeção de fechamento, sinal de que o ciclo de cortes segue avançando dentro do que o mercado esperava.
O fator que segurava a mão do Banco Central era a inflação. O mesmo Focus projetava o IPCA de 2026 em torno de 5,30%, valor que fica acima do teto da meta. A meta de inflação é de 3%, com tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo — ou seja, o teto é 4,50%. Mesmo com a projeção de inflação acima desse teto, o Copom optou pelo corte de 0,25 pp em agosto — sinal de que o comitê já enxerga uma trajetória de convergência da inflação, ainda que gradual.
Cenários que o mercado via antes da decisão — e qual se confirmou
Antes da reunião, ninguém sabia com certeza o que o Copom decidiria — nem o próprio comitê define a decisão antes de analisar os dados mais recentes. A tabela abaixo mostra os cenários que o mercado desenhava, em ordem de probabilidade qualitativa segundo a leitura predominante à época, com o resultado real destacado.
| Cenário | Selic resultante | Probabilidade (antes) | Gatilho | Aconteceu? |
|---|---|---|---|---|
| Manter | 14,25% | Mais provável | IPCA segue acima do teto da meta; BC opta por cautela | — |
| Cortar 0,25 pp | 14,00% | Menos provável | Inflação desacelera mais rápido que o esperado e atividade enfraquece | ✅ Foi este |
| Subir | acima de 14,25% | Improvável | Choque inflacionário ou disparada do câmbio voltando a pressionar preços | — |
Cenários qualitativos como o mercado os via antes da reunião, baseados na leitura predominante à época. As probabilidades listadas não eram garantias — e, de fato, o cenário "mais provável" não foi o que aconteceu. Fonte: Relatório Focus do Banco Central (projeções de Selic e IPCA para 2026), consultado em 26/06/2026 — coluna "Aconteceu?" atualizada com o resultado real da reunião de 05/08/2026.
Confirmado: expectativa não é previsão
O cenário "mais provável" da tabela acima (manter) não foi o que aconteceu. O Copom cortou 0,25 pp mesmo com a manutenção sendo a aposta majoritária do mercado — prova de que expectativa de mercado não é previsão garantida. Tomar decisões de investimento apostando num único cenário é arriscado — o mais saudável é construir uma carteira que funcione razoavelmente bem em qualquer cenário.
O que muda nos seus investimentos agora
A boa notícia para o investidor de renda fixa é que, com a Selic agora em 14,00% após o corte de agosto, o cenário segue bastante favorável. Veja como cada classe reage ao novo patamar.
Renda fixa pós-fixada (Tesouro Selic e CDB)
Produtos pós-fixados acompanham a Selic e o CDI no dia a dia. Com a taxa em 14,00% após o corte de agosto, um Tesouro Selic ou um CDB 100% do CDI seguem rendendo perto de 14% ao ano — um patamar elevado. A queda de 0,25 pp em relação aos 14,25% anteriores é pequena e não muda a lógica: para a reserva de emergência, o pós-fixado com liquidez diária segue sendo a escolha mais indicada. Você pode simular o quanto rende na nossa calculadora de quanto rende o CDI e na calculadora de Tesouro Direto .
Poupança
Aqui está o ponto que a maioria não percebe: o corte de agosto quase não mexe na poupança. Sempre que a Selic está acima de 8,5% ao ano — como está agora, mesmo após o corte para 14,00% —, a parcela adicional da caderneta fica travada em 0,5% ao mês, e sobre ela incide a TR. Com a TR em 0,172% ao mês (série 226 do Banco Central), a conta fica (1 + 0,00172) × (1 + 0,005) − 1 = 0,673% ao mês, ou cerca de 8,38% ao ano, isentos de Imposto de Renda. Repare que só os 0,5% são fixos: a TR varia, então o número da poupança se mexe junto com ela, não com a Selic. Comparando líquido com líquido, um CDB 100% do CDI rende cerca de 11,7% ao ano depois do IR de 17,5% no resgate em 12 meses (365 dias caem na faixa de 361 a 720 dias) — ou seja, aproximadamente 1,4 vez a poupança, não o dobro. A comparação completa está em Tesouro Selic vs Poupança 2026: qual rende mais .
Prefixados e Tesouro IPCA+
É aqui que a expectativa de novos cortes da Selic ganha relevância. Como o Focus projeta a taxa seguindo em queda gradual até o fim do ano e nos anos seguintes, quem trava uma taxa alta agora, logo após o corte de agosto, num Tesouro Prefixado ou num Tesouro IPCA+ pode se beneficiar mais à frente. A contrapartida é o risco de marcação a mercado: esses títulos oscilam de preço, então só devem compor a parcela do patrimônio que você não vai precisar resgatar no curto prazo.
Quem tem dívida
Mesmo após o corte, o crédito continua caro com a Selic em patamar elevado. Se você tem dívidas de juros altos (cartão, cheque especial, crédito pessoal), a matemática é clara: quitar essas dívidas costuma render muito mais do que qualquer investimento de renda fixa, já que os juros pagos superam, com folga, os 14% ao ano do CDI. Enquanto a Selic não cair de forma mais relevante, a prioridade número um continua sendo eliminar dívida cara.
💬 Minha leitura
"Na semana do resultado, o telefone não parou: todo mundo queria saber se a Selic realmente ia cair e se precisava mexer na carteira por causa disso. O Copom cortou 0,25 pp, para 14,00%, mesmo com o mercado apostando, majoritariamente, na manutenção — e minha resposta de sempre segue valendo: você não deveria montar a estratégia com base no que o BC faz numa reunião específica.
Na prática, oriento quem me escreve a manter a reserva de emergência em Tesouro Selic ou CDB com liquidez diária — que continuam rendendo perto de 14% ao ano, mesmo com o corte. Para quem tem horizonte longo, esta janela de juros ainda altos é uma boa oportunidade de travar taxa em Tesouro IPCA+, mas sempre com a parcela do dinheiro que não será resgatada tão cedo.
E reforço sempre: quem tem dívida de cartão ou cheque especial não deveria nem pensar em investir antes de quitá-la. Mesmo com a Selic um pouco mais baixa, nenhum investimento de renda fixa supera o custo dessas dívidas."
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Perguntas frequentes
Quando foi a reunião do Copom de agosto de 2026?
A reunião do Copom de agosto de 2026 — a 280ª da história — aconteceu nos dias 4 e 5 de agosto, com o anúncio da decisão na noite do dia 5. O comitê decidiu, por unanimidade, cortar a Selic em 0,25 ponto percentual, levando a taxa para 14,00% ao ano. O comitê realiza 8 reuniões por ano, conforme o calendário divulgado pelo Banco Central.
O que decidiu o Copom em agosto de 2026?
O Copom cortou a Selic em 0,25 ponto percentual, de 14,25% para 14,00% ao ano — o quarto corte consecutivo do ciclo, em decisão unânime. Antes da reunião, o Relatório Focus indicava a manutenção como cenário mais provável; o corte de 0,25 pp era citado como o segundo cenário mais provável, e foi exatamente esse o que se confirmou, puxado por uma leitura mais benigna sobre a trajetória da inflação.
Qual é a Selic atual?
A taxa Selic atual é de 14,00% ao ano, definida na reunião do Copom encerrada em 5 de agosto de 2026 — um corte de 0,25 ponto percentual frente aos 14,25% que vigoravam desde junho. Ela permanece nesse patamar até a próxima decisão, marcada para 15 e 16 de setembro de 2026.
O que o Copom faz?
O Copom (Comitê de Política Monetária) é o órgão do Banco Central do Brasil responsável por definir a taxa básica de juros, a Selic. O comitê se reúne 8 vezes por ano e analisa indicadores como inflação (IPCA), atividade econômica, mercado de trabalho e câmbio antes de decidir se sobe, mantém ou reduz a taxa, com o objetivo de manter a inflação dentro da meta.
Como a Selic afeta meus investimentos?
A Selic é a referência para quase toda a renda fixa. Com a Selic em 14,00% após o corte de agosto, produtos pós-fixados como Tesouro Selic e CDB atrelado ao CDI seguem atraentes, rendendo perto de 14% ao ano. Na poupança, sempre que a Selic está acima de 8,5% a parcela adicional fica travada em 0,5% ao mês e sobre ela incide a TR — com a TR em 0,172% ao mês, dá 0,673% ao mês, cerca de 8,38% ao ano isentos de IR. Ou seja, a poupança não acompanha o patamar da Selic: só a TR se mexe. Já títulos prefixados e IPCA+ permitem travar uma taxa antes de eventuais novos cortes.
Qual a Selic atual em agosto de 2026?
A Selic está em 14,00% ao ano desde 5 de agosto de 2026, quando o Copom cortou 0,25 pp em relação aos 14,25% anteriores. É o quarto corte consecutivo do ciclo.
O Copom cortou a Selic em agosto de 2026?
Sim. Por unanimidade, o Copom cortou a Selic em 0,25 ponto percentual na reunião de 4 e 5 de agosto de 2026, levando a taxa de 14,25% para 14,00% ao ano. Antes da decisão, o Relatório Focus apontava a manutenção como cenário mais provável; o corte foi o segundo cenário mais citado, e foi o que se confirmou.
Quais são as próximas reuniões do Copom em 2026?
Depois da reunião de agosto, restam três em 2026: 15 e 16 de setembro, 3 e 4 de novembro, e 8 e 9 de dezembro.
A poupança mudou com o corte da Selic em agosto?
Praticamente não. Com a Selic acima de 8,5% ao ano — mesmo após o corte para 14,00% —, a parcela adicional da poupança segue travada em 0,5% ao mês, e sobre ela incide a TR — hoje em 0,172% ao mês, o que dá 0,673% ao mês, cerca de 8,38% ao ano isentos de IR. Cortes de 0,25 pp na Selic não mudam essa parcela fixa; o que pode variar é a TR.
Escrito por Patrimo
O Patrimo é um app brasileiro de controle financeiro. Escrevemos os guias que gostaríamos de ter lido no começo: com a conta feita na sua frente, exemplos em reais e números que vêm do Banco Central, da B3 e da Receita Federal — nunca de achismo nem de promessa de rentabilidade. Conteúdo educacional; não é recomendação de investimento.
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