Com a Selic a 14,00% ao ano, R$ 250 mil investidos por 12 meses geram de R$ 1.749/mês na poupança a R$ 2.653/mês na LCI a 90% CDI — tudo líquido. O Tesouro Selic entrega R$ 2.406/mês e o CDB 100% CDI, R$ 2.432/mês. Com R$ 250 mil, a questão do FGC se torna relevante: o limite de cobertura é exatamente R$ 250 mil por conglomerado. Este artigo detalha os cálculos e o que você precisa saber para proteger o capital.
Quanto rende R$ 250 mil: resposta direta
Resposta direta — R$ 250 mil por 12 meses
R$ 250 mil investidos por 12 meses com Selic a 14,00% geram: R$ 1.749/mês (poupança), R$ 2.406/mês (Tesouro Selic), R$ 2.432/mês (CDB 100% CDI) e R$ 2.653/mês (LCI 90% CDI) — todos os valores são líquidos de imposto de renda.
A tabela abaixo apresenta o rendimento bruto, o IR e o resultado líquido anual e mensal para R$ 250 mil em cada produto de renda fixa. O IR de 17,5% aplica-se aos produtos tributáveis pelo prazo de 361 a 720 dias — os 12 meses da simulação, contados em dias corridos (365), caem nessa faixa. O Tesouro Selic aqui não desconta a taxa de custódia da B3 (0,20% a.a.), um custo real adicional não incluído nesta comparação simplificada.
| Produto | Taxa | Bruto 12m | IR | Líquido 12m | Por mês |
|---|---|---|---|---|---|
| Poupança | 8,39% a.a. | R$ 20.982 | Isento | R$ 20.982 | R$ 1.749 |
| Tesouro Selic | 14,00% bruto | R$ 35.000 | R$ 6.125 (17,5%) | R$ 28.875 | R$ 2.406 |
| CDB 100% CDI | 14,15% bruto | R$ 35.375 | R$ 6.191 (17,5%) | R$ 29.184 | R$ 2.432 |
| LCI 90% CDI isenta IR | 12,735% a.a. | R$ 31.837 | Isento | R$ 31.837 | R$ 2.653 |
Metodologia: Selic 14,00% a.a. (Copom de 05/08/2026). Poupança: TR de 0,173% ao mês (BCB, série 226) combinada com os 0,5% ao mês da parcela adicional — (1 + 0,00173) × (1 + 0,005) − 1 = 0,674% ao mês, ou 8,39% a.a., isento de IR; R$ 250k × 8,39% = R$ 20.982 no ano, R$ 1.748,52 por mês. Colunas de Tesouro Selic, CDB e LCI calculadas com a Selic de 14,00% a.a. e o CDI de 14,15% a.a. vigentes em 06/08/2026 (fonte: BCB), data desta simulação. Tesouro Selic: R$ 250k × 14,00% = R$ 35.000 bruto; IR 17,5% = R$ 6.125; líquido R$ 28.875 (não desconta a taxa de custódia B3 de 0,20% a.a., um custo real adicional fora desta simulação). CDB: R$ 250k × 14,15% = R$ 35.375; IR 17,5% = R$ 6.191; líquido R$ 29.184. LCI: 14,15% × 90% = 12,735%; R$ 250k × 12,735% = R$ 31.837 líquido. IPCA 12m: 5,48% (IBGE).
Por que a poupança rende menos: 0,5% ao mês + TR
A poupança segue uma regra em vigor desde 2012: quando a Selic supera 8,5% ao ano, a caderneta rende 0,5% ao mês mais a TR (Taxa Referencial). A parcela de 0,5% é fixa e não sobe com a Selic — mas a TR sobe, e hoje ela não é zero: está em 0,173% ao mês (série 226 do Banco Central). As duas parcelas se combinam de forma multiplicativa, não somada. A regra dos 70% da Selic só vale quando a Selic está em 8,5% ou abaixo. Com a Selic a 14,00%, o cálculo é:
Regra da poupança (Selic > 8,5%):
(1 + 0,173% TR) × (1 + 0,5%) − 1 = 0,674% ao mês
(1 + 0,00674)12 − 1 = 8,39% ao ano (isento de IR)
R$ 250.000 × 8,39% = R$ 20.982 por ano
R$ 20.982 ÷ 12 = R$ 1.748,52 por mês
Com o IPCA em 5,48% ao ano, o retorno real da poupança é de 2,76% ao ano. A conta correta é a de Fisher — (1 + 0,0839) ÷ (1 + 0,0548) − 1 —, e não a subtração 8,39% − 5,48%. Para R$ 250 mil, isso representa R$ 6.904 de ganho real por ano: a caderneta preserva o poder de compra, mas entrega uma fração do que os demais produtos rendem acima da inflação.
A diferença entre poupança e LCI 90% CDI para R$ 250 mil é de R$ 905 por mês — ou R$ 10.855 por ano. A comparação é líquida dos dois lados, já que nenhum dos dois paga Imposto de Renda. É dinheiro que o investidor deixa de receber todo mês ao manter o capital na caderneta em vez de uma LCI de banco ou corretora.
Mesmo o CDB 100% CDI — o produto mais acessível e com liquidez diária em diversas plataformas — entrega R$ 684 a mais por mês que a poupança, comparando líquido com líquido: o CDB já com os 17,5% de IR descontados, a poupança com sua isenção. É menos de 1,5 vez o que a caderneta paga, e não o dobro que se costuma repetir. Ainda assim, em 5 anos essa diferença acumulada com reinvestimento passa de R$ 75.000 em capital que simplesmente não existe para o investidor que optou pela caderneta.
Tesouro Selic vs CDB vs LCI: qual escolher para R$ 250 mil
Com R$ 250 mil, a escolha entre Tesouro Selic, CDB e LCI envolve três variáveis principais: liquidez necessária, prazo disponível e perfil de crédito que você aceita.
| Produto | Liquidez | Risco de crédito | Renda/mês | Melhor para |
|---|---|---|---|---|
| Tesouro Selic | Diária (D+1) | Governo federal | R$ 2.406 | Reserva de emergência e capital de giro |
| CDB 100% CDI | Diária ou vencimento | Banco emissor (FGC) | R$ 2.432 | Liquidez com rendimento superior |
| LCI 90% CDI isenta IR | No vencimento | Banco emissor (FGC) | R$ 2.653 | Capital que não será necessário em 90+ dias |
Tesouro Selic é ideal para a parcela que precisa de liquidez imediata. Sem risco de crédito bancário, sem taxa de carência e resgate em D+1. Para R$ 250 mil, rende R$ 2.406/mês — a diferença em relação ao CDB (R$ 26/mês) raramente justifica trocar o Tesouro se você precisa de liquidez total.
CDB 100% CDI com liquidez diária oferece rendimento marginalmente superior ao Tesouro Selic (R$ 2.432 vs R$ 2.406) porque o CDI roda um pouco acima da Selic. A diferença de R$ 26/mês parece pequena, mas em 5 anos representa aproximadamente R$ 2.700 adicionais — antes de contar a capitalização composta sobre esse diferencial.
LCI a 90% CDI é a opção de maior rendimento líquido: R$ 2.653/mês — R$ 221 a mais que o CDB 100% CDI todo mês. A carência mínima de 90 dias (determinação do CMN) é o único custo. Para R$ 250 mil que você sabe que não vai precisar em menos de 3 meses, a LCI é a escolha com melhor relação rendimento/risco de crédito disponível hoje.
Uma estratégia comum para esse patamar de capital é a divisão em três camadas:
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Reserva imediata (15–20%): R$ 37.500 a R$ 50.000 no Tesouro Selic ou CDB com liquidez diária
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Capital de médio prazo (40–50%): R$ 100.000 a R$ 125.000 em CDB 100% CDI ou LCI com vencimento em 12 meses
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Capital de longo prazo (30–40%): R$ 75.000 a R$ 100.000 em LCI/LCA de 24 meses ou Tesouro IPCA+ para proteção contra inflação
FGC: a questão crítica do limite exato de R$ 250 mil
O Fundo Garantidor de Créditos (FGC) é uma entidade privada que oferece cobertura para produtos financeiros em caso de intervenção ou liquidação de instituição financeira. Para quem tem exatamente R$ 250 mil para investir, o limite do FGC se torna uma variável importante.
Cobertura do FGC — regras vigentes em 2026
Limite por CPF por conglomerado financeiro: R$ 250.000
Limite global por CPF a cada 4 anos: R$ 1.000.000
Produtos cobertos: CDB, LCI, LCA, poupança, conta corrente e RDB
Tesouro Direto: não tem cobertura do FGC (emissor é o governo federal)
O ponto de atenção para R$ 250 mil: a cobertura do FGC inclui principal mais rendimentos acumulados até o limite de R$ 250 mil por conglomerado. Se você investir R$ 250 mil em CDB com vencimento em 12 meses, o saldo ao final será de aproximadamente R$ 279 mil (R$ 250k + R$ 29k de juros). Nesse cenário, apenas R$ 250 mil estariam cobertos pelo FGC — os R$ 29 mil de rendimentos acima do limite ficariam fora da proteção.
Para evitar essa situação, há duas estratégias:
Estratégia 1 — Distribuição entre bancos
Dividir R$ 250 mil entre dois bancos de conglomerados diferentes (ex: R$ 150 mil em um e R$ 100 mil em outro). Cada instituição tem sua própria cobertura individual de R$ 250 mil, e os rendimentos acumulados ficam dentro dos limites por mais tempo.
Estratégia 2 — Tesouro Selic para parte do capital
Manter uma parcela no Tesouro Selic (emissor é o governo federal, não há necessidade de FGC) e outra em CDB ou LCI dentro do limite seguro. Combina liquidez com diversificação de risco de crédito.
Para o Tesouro Direto, a situação é diferente: o risco de crédito é soberano (governo federal brasileiro). Não há cobertura do FGC, pois o FGC não foi criado para cobrir títulos públicos — mas o Tesouro Direto é considerado de risco diferente do risco bancário.
Para entender em detalhe o limite, o prazo de pagamento e o teto global de R$ 1 milhão a cada 4 anos, veja o guia como funciona a proteção do FGC de R$ 250 mil.
Simulação de 2 e 5 anos: juros compostos sobre R$ 250 mil
Com reinvestimento integral dos rendimentos, R$ 250 mil crescem de forma acelerada. A tabela abaixo mostra o montante acumulado líquido em 2 e 5 anos para cada produto. Para o CDB, a alíquota de IR é de 15% tanto em 2 quanto em 5 anos — os 24 meses da simulação somam 730 dias corridos, já acima do corte de 720 dias que separa a faixa de 17,5% da de 15%, aplicado sobre o rendimento total.
| Produto | 2 anos — líquido | Ganho 2a | 5 anos — líquido | Ganho 5a |
|---|---|---|---|---|
| Poupança | R$ 293.726 | R$ 43.726 | R$ 374.063 | R$ 124.063 |
| Tesouro Selic | R$ 313.665 | R$ 63.665 | R$ 446.651 | R$ 196.651 |
| CDB 100% CDI | R$ 314.392 | R$ 64.392 | R$ 449.349 | R$ 199.349 |
| LCI 90% CDI isenta IR | R$ 317.730 | R$ 67.730 | R$ 455.233 | R$ 205.233 |
Nota: Simulações com taxa constante de 14,00% (Selic) / 14,15% (CDI apurado em 06/08/2026) / 12,735% (LCI). A Selic pode ser alterada a qualquer momento pelo Copom, e a TR muda todo mês. Valores aproximados com arredondamento. IR do CDB em 2 anos: 15% (730 dias corridos, acima do corte de 720 dias — a contagem correta usa o mês civil de 365/12 dias, não o comercial de 30). IR do CDB em 5 anos: 15% (prazo acima de 720 dias). Poupança: 8,39% a.a. isenta — R$ 250.000 × (1,0839)² = R$ 293.726 em 2 anos e × (1,0839)⁵ = R$ 374.063 em 5 anos.
Em 5 anos, a diferença entre poupança e LCI chega a R$ 81.170 a mais na LCI — quase um terço do capital inicial investido. Isso mede o custo de manter R$ 250 mil na caderneta por um período longo.
Entre CDB 100% CDI e LCI 90% CDI, a LCI segue à frente em todos os prazos — mas a distância diminui, e não cresce, com o tempo: R$ 2.653 no primeiro ano, R$ 3.338 em 2 anos e R$ 5.884 em 5 anos. Isso acontece porque o IR do CDB incide uma única vez, no resgate, sobre o rendimento acumulado — o CDB aproveita sua taxa bruta mais alta (14,15% vs. 12,735% da LCI) durante todo o período, e só perde a mordida do imposto no final.
Como alocar R$ 250 mil em renda fixa em 2026
R$ 250 mil é um valor que permite montar uma carteira de renda fixa com diversificação real de produtos e prazos. A alocação ideal depende do objetivo — mas alguns princípios são consistentes independentemente do perfil:
Reserva de emergência (20%): R$ 50 mil
Tesouro Selic ou CDB com liquidez diária. Acesso imediato, sem carência. Rende cerca de R$ 481/mês líquido nessa fatia — e fica disponível para emergências ou oportunidades de mercado.
Capital de médio prazo (50%): R$ 125 mil
LCI ou LCA com vencimento em 12 a 18 meses. Maior rendimento líquido (isento de IR). Trava as taxas atuais antes de qualquer corte na Selic. Rende aproximadamente R$ 1.327/mês nessa fatia.
Capital de longo prazo (30%): R$ 75 mil
Tesouro IPCA+ para proteção contra inflação no horizonte de 5 a 10 anos. Com taxas de IPCA + 7,5% a 8% disponíveis em 2026, esse é um dos melhores momentos históricos para travar retorno real garantido pelo governo.
Essa divisão distribui o risco de liquidez: você sempre tem acesso a R$ 50 mil imediatamente. Os outros R$ 200 mil trabalham em taxas melhores. E a parcela do Tesouro IPCA+ protege contra a queda da Selic a longo prazo. Se você ainda está estruturando essa divisão, o guia como montar uma carteira de investimentos do zero detalha o passo a passo de alocação por objetivo.
Retorno real: quanto sobra de R$ 250 mil acima da inflação
O rendimento nominal não conta a história toda. Com o IPCA em 5,48% ao ano, o que importa para preservar poder de compra é o retorno real — o ganho acima da inflação. A tabela mostra o ganho real anual de R$ 250 mil em cada produto.
| Produto | Líquido a.a. | Retorno real (a.a.) | Ganho real/ano |
|---|---|---|---|
| Poupança | 8,39% | 2,76% | R$ 6.904 |
| CDB 100% CDI | 11,67% | 5,87% | R$ 14.680 |
| LCI 90% CDI isenta IR | 12,74% | 6,88% | R$ 17.195 |
A poupança gera R$ 6.904 de ganho real ao ano — a caderneta fica acima da inflação, ao contrário do que se costuma dizer. Só que a LCI 90% CDI entrega R$ 17.195 no mesmo período: cerca de 2,5 vezes o retorno real da caderneta sobre o mesmo capital. Em um cenário de Selic alta como o de 2026, deixar R$ 250 mil na poupança significa abrir mão de cerca de 60% do ganho acima da inflação.
Quanto rende R$ 250 mil na poupança por mês em 2026?
Com Selic a 14,00% (acima de 8,5%), a poupança rende 0,5% ao mês mais a TR. Com a TR em 0,173% ao mês, isso dá 0,674% ao mês — cerca de 8,39% ao ano. A parcela de 0,5% é fixa e não acompanha a Selic, mas a TR varia (a regra dos 70% da Selic só vale quando a Selic ≤ 8,5%). Para R$ 250 mil: R$ 20.982 por ano — R$ 1.749 por mês, isento de IR. É o menor rendimento entre todos os produtos de renda fixa comparados.
Quanto rende R$ 250 mil no Tesouro Selic em 2026?
R$ 250 mil no Tesouro Selic rendem R$ 28.875 líquidos por ano — R$ 2.406 por mês, com Selic a 14,00%. O cálculo aplica o IR de 17,5% para prazo de 12 meses; a taxa de custódia B3 de 0,20% ao ano é um custo real adicional não incluído aqui.
Quanto rende R$ 250 mil no CDB 100% CDI?
R$ 250 mil no CDB 100% CDI rendem R$ 35.375 brutos em 12 meses. Após IR de 17,5%: R$ 2.432/mês líquido (R$ 29.184/ano). Supera o Tesouro Selic em R$ 26/mês, refletindo o CDI ligeiramente acima da Selic.
Quanto rende R$ 250 mil na LCI 90% CDI?
LCI a 90% CDI = 12,735% a.a. isenta de IR. Para R$ 250 mil em 12 meses: R$ 2.653/mês líquido (R$ 31.837/ano). Maior rendimento entre todos os produtos, pois a isenção de IR compensa a taxa menor comparada ao CDB.
O FGC cobre R$ 250 mil em CDB?
O FGC cobre até R$ 250.000 por CPF por conglomerado financeiro. O principal de R$ 250 mil está dentro do limite — mas os rendimentos acumulados podem ultrapassá-lo ao longo do prazo. Para mitigar esse risco, é possível distribuir entre dois bancos de conglomerados diferentes ou combinar com Tesouro Direto.
Dá para viver de renda com R$ 250 mil em 2026?
Com R$ 250 mil e LCI 90% CDI, o rendimento líquido é de R$ 2.653/mês com Selic a 14,00%. Dependendo do custo de vida e região, esse valor pode ser suficiente para gastos básicos. Mas é necessário considerar que a Selic pode cair: com Selic a 10%, o rendimento recuaria para aproximadamente R$ 1.900/mês. Planejamento de longo prazo exige avaliar diferentes cenários de juros.
Qual o rendimento de R$ 250 mil em 5 anos?
Com reinvestimento na LCI 90% CDI (isenta de IR), R$ 250 mil chegam a aproximadamente R$ 455.233 em 5 anos — um ganho de R$ 205.233. No CDB 100% CDI com IR de 15% ao final, o montante seria de aproximadamente R$ 449.349. A poupança chegaria a R$ 374.063 no mesmo período.
Perguntas frequentes
Quanto rende R$ 250 mil na poupança por mês em 2026?
Com Selic a 14,00% (acima de 8,5%), a poupança rende 0,5% ao mês mais a TR. Com a TR em 0,173% ao mês, isso dá 0,674% ao mês — o equivalente a cerca de 8,39% ao ano, isento de IR. A parcela de 0,5% é fixa e não sobe com a Selic, mas a TR varia (a regra dos 70% da Selic só vale quando a Selic ≤ 8,5%). Para R$ 250 mil em 12 meses: R$ 20.982 por ano — ou R$ 1.749 por mês. É o menor rendimento líquido entre todos os produtos de renda fixa analisados.
Quanto rende R$ 250 mil no Tesouro Selic em 2026?
R$ 250 mil no Tesouro Selic rendem 14,00% bruto ao ano (a própria Selic). Após IR de 17,5% para prazo de 12 meses: R$ 28.875 líquidos por ano — R$ 2.406 por mês. Esse valor não desconta a taxa de custódia da B3 (0,20% a.a.), um custo real adicional que reduz um pouco mais o rendimento na prática.
Quanto rende R$ 250 mil no CDB 100% CDI em 2026?
R$ 250 mil no CDB 100% CDI rendem 14,15% bruto ao ano, ou R$ 35.375 brutos em 12 meses. Após IR de 17,5% (R$ 6.191), o líquido é R$ 29.184 por ano — R$ 2.432 por mês. O CDB supera o Tesouro Selic porque o CDI roda um pouco acima da Selic e o CDB não tem taxa de custódia.
Quanto rende R$ 250 mil na LCI 90% CDI em 2026?
A LCI a 90% CDI rende 12,735% ao ano — isenta de IR. Para R$ 250 mil em 12 meses: R$ 31.837 por ano — R$ 2.653 por mês. Supera todos os outros produtos analisados em rendimento líquido, pois a isenção de IR compensa a taxa menor em relação ao CDB.
O FGC cobre R$ 250 mil em CDB ou LCI?
O FGC cobre até R$ 250.000 por CPF por conglomerado financeiro. Para R$ 250 mil em um único banco, o principal está integralmente coberto — mas os rendimentos acumulados ao longo do prazo podem ultrapassar o limite. A cobertura inclui principal mais juros até o momento do evento de liquidação, limitado a R$ 250 mil.
Dá para viver de renda com R$ 250 mil em 2026?
Com R$ 250 mil e LCI 90% CDI, o rendimento líquido é de R$ 2.653/mês com Selic a 14,00%. Para muitos brasileiros, esse valor cobre despesas básicas em cidades menores. Porém, se a Selic cair para 10%, o mesmo capital renderia aproximadamente R$ 1.900/mês. A sustentabilidade de longo prazo depende de uma taxa de retirada compatível com cenários de juros mais baixos.
Qual o rendimento de R$ 250 mil em 5 anos com juros compostos?
Com reinvestimento a 14,15% a.a. (CDB 100% CDI, bruto) e IR de 15% ao final (prazo acima de 720 dias), R$ 250 mil chegam a aproximadamente R$ 449.349 líquidos em 5 anos — um ganho de R$ 199.349 sobre o capital inicial. Na LCI isenta de IR, o montante seria de aproximadamente R$ 455.233 em 5 anos.
Quanto rende R$ 250 mil investidos em 2026?
Com Selic a 14,00%, R$ 250 mil rendem de R$ 1.749/mês na poupança a R$ 2.653/mês na LCI 90% CDI em 12 meses. O Tesouro Selic entrega R$ 2.406/mês e o CDB 100% CDI, R$ 2.432/mês. Todos os valores são líquidos de imposto de renda.
Quanto rende R$ 250 mil na poupança em 2026?
R$ 250 mil na poupança rendem 0,5% ao mês mais a TR. Com a TR em 0,173% ao mês (BCB, série 226), a caderneta paga 0,674% ao mês — cerca de 8,39% ao ano, gerando R$ 20.982 por ano ou R$ 1.749 por mês, isentos de IR. A parcela de 0,5% é fixa enquanto a Selic estiver acima de 8,5% (a regra dos 70% da Selic só vale quando a Selic ≤ 8,5%), mas a TR varia mês a mês. É o menor rendimento entre as opções de renda fixa.
Quanto rende R$ 250 mil na LCI em 2026?
R$ 250 mil na LCI a 90% CDI rendem R$ 31.837 líquidos por ano ou R$ 2.653 por mês, isentos de IR. A taxa de 12,735% ao ano supera o CDB 100% CDI líquido graças à isenção tributária.
Escrito por Patrimo
O Patrimo é um app brasileiro de controle financeiro. Escrevemos os guias que gostaríamos de ter lido no começo: com a conta feita na sua frente, exemplos em reais e números que vêm do Banco Central, da B3 e da Receita Federal — nunca de achismo nem de promessa de rentabilidade. Conteúdo educacional; não é recomendação de investimento.
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