Com a Selic a 14,00% ao ano, R$ 150 mil investidos por 12 meses geram de R$ 1.049/mês na poupança a R$ 1.592/mês na LCI a 90% CDI — tudo líquido e sem imposto de renda na LCI. O Tesouro Selic entrega R$ 1.423/mês e o CDB 100% CDI, R$ 1.459/mês. Este artigo detalha os cálculos completos, a diferença entre cada produto e como proteger o capital pelo FGC.
Quanto rende R$ 150 mil: resposta direta
Resposta direta — dados de 06/08/2026
R$ 150 mil investidos por 12 meses com Selic a 14,00% geram: R$ 1.049/mês (poupança), R$ 1.423/mês (Tesouro Selic), R$ 1.459/mês (CDB 100% CDI) e R$ 1.592/mês (LCI 90% CDI) — todos os valores são líquidos de IR.
A tabela abaixo apresenta o rendimento bruto, o IR e o resultado líquido anual e mensal para R$ 150 mil em cada produto principal de renda fixa. O IR de 17,5% aplica-se aos produtos tributáveis para prazo de 181 a 360 dias. Para o Tesouro Selic, a taxa de custódia B3 de 0,20% a.a. é descontada do rendimento bruto antes do IR.
| Produto | Taxa | Bruto 12m | IR | Líquido 12m | Por mês |
|---|---|---|---|---|---|
| Poupança | 8,39% a.a. | R$ 12.589 | Isento | R$ 12.589 | R$ 1.049 |
| Tesouro Selic custódia 0,20% | 13,80% bruto | R$ 20.700 | R$ 3.623 (17,5%) | R$ 17.078 | R$ 1.423 |
| CDB 100% CDI | 14,15% bruto | R$ 21.225 | R$ 3.714 (17,5%) | R$ 17.511 | R$ 1.459 |
| LCI 90% CDI isenta IR | 12,735% a.a. | R$ 19.103 | Isento | R$ 19.103 | R$ 1.592 |
Metodologia: Selic 14,00% a.a. (Copom de 05/08/2026). CDI 14,15% a.a. Poupança: parcela adicional de 0,5% ao mês (regra da Lei 12.703 quando a Selic > 8,5%) combinada com a TR de 0,173% ao mês (BCB, série 226) — (1,00173 × 1,005) − 1 = 0,674% ao mês, que composto em 12 meses dá 8,39% a.a.; R$ 150.000 × 8,39% = R$ 12.589 no ano, isentos de IR. Tesouro Selic: 14,00% − 0,20% custódia = 13,80% bruto; IR 17,5% sobre R$ 20.700 = R$ 3.622,50; líquido R$ 17.078. CDB 100% CDI: 14,15% × R$ 150k = R$ 21.225 bruto; IR 17,5% = R$ 3.714,37; líquido R$ 17.511. LCI 90% CDI: 14,15% × 90% = 12,735% × R$ 150k = R$ 19.103 líquido. Fontes: BCB (https://www.bcb.gov.br), IBGE (IPCA 5,48%).
Por que a poupança rende menos: 0,5% ao mês combinados com a TR
A poupança segue uma regra legal definida em 2012 (Lei 12.703) e tem duas parcelas: a remuneração básica, que é a TR, mais uma remuneração adicional. Quando a Selic está acima de 8,5% ao ano, essa parcela adicional é de 0,5% ao mês — e é só ela que é fixa. A regra dos 70% da Selic só vale quando a Selic está em 8,5% ou abaixo. A TR não é zero: está em 0,173% ao mês (série 226 do BCB) e muda todo mês. As duas parcelas se combinam de forma multiplicativa, não somada:
Regra da poupança (Selic > 8,5%):
(1 + 0,173%) × (1 + 0,5%) − 1 = 0,674% ao mês
(1,00674)12 − 1 = 8,39% ao ano
R$ 150.000 × 8,39% = R$ 12.589 por ano
R$ 12.589 ÷ 12 = R$ 1.049,11 por mês (isento de IR)
Duas ressalvas importam aqui. A primeira: esse 8,39% não é uma taxa travada. Se a TR cair, a poupança cai junto — em 2017–2021 a TR ficou zerada e a caderneta rendeu perto de 6% ao ano com a mesma regra. A segunda: o que interessa é o ganho acima da inflação. Com o IPCA em 5,48% ao ano, o ganho real da poupança é (1,0839 ÷ 1,0548) − 1 = 2,76% ao ano — cerca de R$ 4.142 para R$ 150 mil, e não os R$ 12.589 nominais. A conta é divisão, não subtração.
Comparada à LCI 90% CDI (R$ 1.592/mês), a poupança deixa de gerar R$ 543 por mês — ou cerca de R$ 6.513 por ano. Em 5 anos, essa diferença acumulada, com reinvestimento, passa de R$ 48.700 em dinheiro que simplesmente não existirá se o investidor optar pela caderneta.
A isenção de IR da poupança reduz essa desvantagem, mas não a elimina — e é por isso que a comparação precisa ser líquido contra líquido. A LCI também é isenta. O CDB é tributado a 17,5%, e mesmo assim entrega R$ 1.459/mês líquidos contra R$ 1.049/mês da caderneta: R$ 410 a mais por mês, ou cerca de 1,4× o rendimento da poupança. É uma diferença real e relevante, mas está longe de ser "o dobro" — número que só aparece quando se ignora a TR de um lado e o imposto do outro.
Tesouro Selic vs CDB vs LCI: qual escolher para R$ 150 mil
Para R$ 150 mil, três produtos se destacam em relação à poupança. A escolha depende do seu objetivo de liquidez e prazo.
| Produto | Liquidez | Prazo mínimo | Renda/mês | Melhor para |
|---|---|---|---|---|
| Tesouro Selic | Diária (D+1) | Sem mínimo | R$ 1.423 | Reserva de emergência |
| CDB 100% CDI | Diária ou no vencimento | Variável por banco | R$ 1.459 | Liquidez com rendimento superior |
| LCI 90% CDI isenta IR | No vencimento | 90 dias (mínimo legal) | R$ 1.592 | Objetivo de médio prazo |
Tesouro Selic é a melhor opção para reserva de emergência: liquidez diária, sem risco de crédito (emissor é o governo federal) e resgate em D+1. Para R$ 150 mil, rende R$ 1.423/mês líquido — já descontada a taxa de custódia B3 de 0,20% ao ano.
CDB 100% CDI com liquidez diária é uma alternativa ao Tesouro Selic com rendimento superior (R$ 1.459 vs R$ 1.423), pois não há taxa de custódia. A diferença de cerca de R$ 36/mês pode parecer pequena, mas em 5 anos representa mais de R$ 3.700 a mais — antes de contar os juros compostos sobre esse diferencial.
LCI a 90% CDI entrega a maior renda líquida: R$ 1.592/mês. O custo é a liquidez — a maioria das LCIs exige carência mínima de 90 dias por determinação do CMN. Quem não precisa do dinheiro no curto prazo e pode travar 12 meses recebe R$ 133 a mais por mês do que o CDB 100% CDI — ou R$ 1.592 a mais no ano, sem pagar um centavo de IR.
FGC: como funciona a cobertura para R$ 150 mil
O Fundo Garantidor de Créditos (FGC) é uma entidade privada sem fins lucrativos que oferece cobertura para alguns produtos financeiros em caso de intervenção, liquidação ou falência de instituição financeira associada.
Cobertura do FGC — regras vigentes
Limite por CPF por conglomerado financeiro: R$ 250.000
Limite global por CPF a cada 4 anos: R$ 1.000.000
Produtos cobertos: CDB, LCI, LCA, poupança, conta corrente, LC e RDB
Tesouro Direto: não tem cobertura do FGC (emissor é o governo federal)
Para R$ 150 mil em CDB ou LCI em um único banco, o valor está dentro do limite de R$ 250 mil por CPF por instituição — a cobertura abrange o principal mais os rendimentos acumulados até o evento de liquidação.
Importante: a cobertura do FGC é por conglomerado financeiro, não por conta ou produto. Itaú, Itaú Unibanco e Banco Itaú BBA, por exemplo, pertencem ao mesmo conglomerado. Se você tiver R$ 150 mil em CDB no Itaú e R$ 150 mil em LCI no BBA, o FGC somará os dois: R$ 300 mil — acima do limite de R$ 250 mil por conglomerado. Nesse caso, apenas R$ 250 mil estariam dentro da cobertura.
Para R$ 150 mil, a estratégia mais simples é concentrar em uma única instituição. Como o valor está abaixo de R$ 250 mil, a cobertura é total para principal e rendimentos acumulados.
Simulação de 2 e 5 anos: o poder dos juros compostos
Com reinvestimento integral dos rendimentos, R$ 150 mil crescem de forma exponencial. A tabela abaixo mostra o valor acumulado bruto e líquido nos principais produtos para 2 e 5 anos. Para CDB, o IR muda conforme o prazo (22,5% até 180 dias, 20% até 360 dias, 17,5% até 720 dias e 15% acima de 720 dias).
| Produto | 2 anos — líquido | Ganho 2a | 5 anos — líquido | Ganho 5a |
|---|---|---|---|---|
| Poupança | R$ 176.235 | R$ 26.235 | R$ 224.438 | R$ 74.438 |
| Tesouro Selic | R$ 187.618 | R$ 37.618 | R$ 265.844 | R$ 115.844 |
| CDB 100% CDI | R$ 188.635 | R$ 38.635 | R$ 269.610 | R$ 119.610 |
| LCI 90% CDI isenta IR | R$ 190.638 | R$ 40.638 | R$ 273.140 | R$ 123.140 |
Nota: Simulações com taxa constante de 14,00% (Selic) / 14,15% (CDI) / 12,735% (LCI). A Selic pode ser alterada a qualquer momento pelo Copom. Valores aproximados para fins de comparação. IR do CDB em 2 anos: 15% (24 meses = 730 dias corridos, já acima de 720 dias — a faixa de 17,5% vale só até 720 dias). IR do CDB em 5 anos: 15% (prazo acima de 720 dias). Poupança: 0,674% ao mês (0,5% combinado com a TR de 0,173% ao mês), equivalente a 8,39% a.a. isentos — mas a TR muda todo mês, então essa taxa não é garantida para os 5 anos.
A diferença entre poupança e LCI cresce com o tempo. Em 2 anos, a LCI acumula R$ 14.402 a mais que a poupança. Em 5 anos, esse diferencial chega a R$ 48.702 — cerca de um terço do capital inicial que simplesmente não existe para quem manteve o dinheiro na caderneta.
Mesmo comparando CDB 100% CDI com LCI 90% CDI, o investimento isento de IR na LCI acumula cerca de R$ 3.530 a mais em 5 anos. Isso ilustra o impacto real da isenção tributária no longo prazo.
Quanto rende R$ 150 mil na poupança por mês em 2026?
Com Selic a 14,00% (acima de 8,5%), a poupança rende 0,5% ao mês combinados com a TR. Com a TR em 0,173% ao mês, isso dá 0,674% ao mês, ou 8,39% ao ano. Para R$ 150 mil: R$ 12.589 por ano — ou R$ 1.049 por mês, isento de IR. É o menor rendimento entre todos os produtos comparados neste artigo. Só a parcela de 0,5% é fixa: a TR muda mês a mês, então esse 8,39% pode subir ou cair.
Quanto rende R$ 150 mil no Tesouro Selic em 2026?
R$ 150 mil no Tesouro Selic rendem 13,80% bruto (Selic 14,00% − 0,20% de custódia B3). Após IR de 17,5% para 12 meses: R$ 1.423/mês líquido (R$ 17.078/ano).
Quanto rende R$ 150 mil no CDB 100% CDI?
R$ 150 mil no CDB 100% CDI rendem R$ 21.225 brutos em 12 meses. Após IR de 17,5%: R$ 1.459/mês líquido (R$ 17.511/ano). Supera o Tesouro Selic porque não há taxa de custódia.
Quanto rende R$ 150 mil na LCI 90% CDI?
A LCI a 90% CDI = 12,735% a.a. isenta de IR. Para R$ 150 mil em 12 meses: R$ 1.592/mês líquido (R$ 19.103/ano). Maior rendimento entre todos os produtos, graças à isenção tributária.
O FGC cobre R$ 150 mil em CDB?
Sim. O FGC oferece cobertura de até R$ 250.000 por CPF por conglomerado financeiro. R$ 150 mil em um único banco estão dentro do limite, com cobertura para principal e rendimentos. O Tesouro Selic não tem cobertura do FGC — mas o emissor é o governo federal.
Dá para viver de renda com R$ 150 mil em 2026?
Com R$ 150 mil e LCI 90% CDI, o rendimento é de R$ 1.592/mês com Selic a 14,00%. Para muitos brasileiros, esse valor não cobre o custo de vida. Além disso, se a Selic cair para 10%, o rendimento recuaria para aproximadamente R$ 1.140/mês. O patrimônio necessário para viver de renda com conforto geralmente fica entre R$ 500 mil e R$ 1,5 milhão, dependendo do custo de vida e da estratégia adotada.
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Perguntas frequentes
Quanto rende R$ 150 mil na poupança por mês em 2026?
Com Selic a 14,00% (acima de 8,5%), a poupança rende 0,5% ao mês combinados com a TR. Com a TR em 0,173% ao mês (série 226 do BCB), a conta é (1,00173 × 1,005) − 1 = 0,674% ao mês, ou 8,39% ao ano, isentos de IR. Para R$ 150 mil em 12 meses: R$ 12.589 por ano — ou R$ 1.049 por mês. É o menor rendimento entre as opções analisadas neste artigo. Atenção: só a parcela de 0,5% ao mês é fixa; a TR muda todo mês, então esse 8,39% não é uma taxa travada.
Quanto rende R$ 150 mil no Tesouro Selic em 2026?
R$ 150 mil no Tesouro Selic rendem 13,80% bruto ao ano (Selic 14,00% menos taxa de custódia B3 de 0,20%). Após IR de 17,5% para prazo de 12 meses: 11,385% líquido. Em 12 meses, R$ 150 mil geram R$ 17.078 por ano — R$ 1.423 por mês.
Quanto rende R$ 150 mil no CDB a 100% CDI em 2026?
R$ 150 mil no CDB 100% CDI rendem 14,15% bruto ao ano, ou R$ 21.225 brutos em 12 meses. Após IR de 17,5% (R$ 3.714,37), o líquido é R$ 17.511 por ano — R$ 1.459 por mês. Supera o Tesouro Selic porque o CDB não tem taxa de custódia.
Quanto rende R$ 150 mil na LCI 90% CDI em 2026?
A LCI a 90% CDI rende 12,735% ao ano — isenta de IR. Para R$ 150 mil em 12 meses: R$ 19.103 por ano — R$ 1.592 por mês. É o maior rendimento líquido entre os produtos analisados, pois a isenção tributária compensa a taxa menor do que o CDB.
O FGC cobre R$ 150 mil em CDB?
Sim. O Fundo Garantidor de Créditos (FGC) oferece cobertura de até R$ 250.000 por CPF por conglomerado financeiro, com limite global de R$ 1.000.000 por CPF a cada 4 anos. Para R$ 150 mil em um único banco, a cobertura abrange o valor total do principal e dos rendimentos, dentro desse limite.
Dá para viver de renda com R$ 150 mil em 2026?
Com R$ 150 mil e LCI a 90% CDI, o rendimento líquido é de R$ 1.592/mês com Selic a 14,00%. Para viver de renda, esse valor seria insuficiente para cobrir o custo médio de vida no Brasil (em torno de R$ 3.000 a R$ 5.000/mês para famílias). Além disso, a Selic pode cair: com Selic a 10%, o mesmo capital renderia cerca de R$ 1.140/mês.
Qual o rendimento de R$ 150 mil em 5 anos com juros compostos?
Com reinvestimento integral dos rendimentos a 14,15% a.a. (CDB 100% CDI, bruto), R$ 150 mil chegam a aproximadamente R$ 290.700 brutos em 5 anos. Com IR de 15% (prazo acima de 720 dias), o líquido seria de aproximadamente R$ 269.600 — ou seja, cerca de R$ 119.600 de ganho líquido sobre o capital inicial.
Quanto rende R$ 150 mil investidos em 2026?
Com Selic a 14,00%, R$ 150 mil rendem de R$ 1.049/mês na poupança a R$ 1.592/mês na LCI 90% CDI em 12 meses. O Tesouro Selic entrega R$ 1.423/mês e o CDB 100% CDI, R$ 1.459/mês. Todos os valores são líquidos de imposto de renda.
Quanto rende R$ 150 mil na poupança em 2026?
R$ 150 mil na poupança rendem 0,5% ao mês combinados com a TR (a regra dos 70% da Selic só vale quando a Selic ≤ 8,5%). Com a TR em 0,173% ao mês, a conta é (1,00173 × 1,005) − 1 = 0,674% ao mês, ou 8,39% ao ano: R$ 12.589 por ano, ou R$ 1.049 por mês, isentos de IR. É o menor rendimento entre as opções de renda fixa disponíveis com Selic acima de 8,5%. Só a parcela de 0,5% ao mês é fixa — a TR varia, então a taxa não fica travada.
Quanto rende R$ 150 mil no CDB 100% CDI?
R$ 150 mil no CDB 100% CDI rendem R$ 17.511 líquidos em 12 meses, equivalente a R$ 1.459 por mês. O rendimento bruto é de 14,15% ao ano (CDI atual), com IR de 17,5% para prazo de 181 a 360 dias.
Quanto rende R$ 150 mil na LCI em 2026?
R$ 150 mil na LCI a 90% CDI rendem R$ 19.103 líquidos por ano ou R$ 1.592 por mês, isentos de IR. A taxa de 12,735% ao ano (90% do CDI de 14,15%) supera o CDB 100% CDI líquido graças à isenção tributária da LCI.
O FGC cobre R$ 150 mil em CDB ou LCI?
Sim. O FGC garante até R$ 250.000 por CPF por conglomerado financeiro. R$ 150 mil em CDB ou LCI de um único banco estão totalmente cobertos. Para Tesouro Direto não há cobertura do FGC, pois o emissor é o governo federal.
Escrito por Patrimo
O Patrimo é um app brasileiro de controle financeiro. Escrevemos os guias que gostaríamos de ter lido no começo: com a conta feita na sua frente, exemplos em reais e números que vêm do Banco Central, da B3 e da Receita Federal — nunca de achismo nem de promessa de rentabilidade. Conteúdo educacional; não é recomendação de investimento.
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