O consignado do INSS tem teto de 1,85% ao mês — é o crédito mais barato disponível pra quem tem direito. Mas "barato" não é "de graça": veja as taxas de 2026, a margem, o prazo de 120x, quando vale e quando NÃO vale, e simule a parcela.
Resposta direta
Vale a pena quando você usa o consignado pra trocar uma dívida cara por uma barata (ex.: quitar o cartão a ~428% a.a. com um consignado a ~1,85%/mês) ou pra uma necessidade real com parcela que cabe no bolso. NÃO vale pra consumo supérfluo ou pra comprometer a renda por 10 anos — mesmo barato, é dívida longa.
1,85%/mês
Teto consignado INSS (2026)
1,63–6,87%
Consignado CLT (% ao mês)
40% / 35%
Margem: INSS / CLT e BPC
120x
Prazo máximo (desde mai/2026)
Fonte: INSS / CNPS, Ministério da Gestão e Banco Central (2026). Taxas variam por banco e perfil; confira sempre o CET.
O Que é o Consignado e Por Que é Mais Barato
No empréstimo consignado, a parcela é descontada direto da sua folha de pagamento ou do benefício (aposentadoria, pensão, salário). Como o banco praticamente garante o recebimento, o risco de calote despenca — e, com menos risco, a taxa de juros também cai muito.
Por isso o consignado do INSS (teto de 1,85%/mês) é dezenas de vezes mais barato que o rotativo do cartão (~428% ao ano). É o crédito mais acessível disponível pra quem tem direito.
Taxas em 2026: INSS, CLT e Cartão Consignado
| Modalidade | Taxa ao mês | ~Ao ano |
|---|---|---|
| Consignado INSS (teto) | 1,85% | ~24,6% |
| Consignado CLT | 1,63%–6,87% | ~21%–122% |
| Cartão consignado / benefício | 2,77% | ~38,8% |
| Empréstimo pessoal (referência) | ~5%–6% | ~80%–100% |
| Rotativo do cartão (comparação) | ~15% | ~428% |
No consignado CLT, a lei limita o CET (custo total) a no máximo 1 ponto percentual acima da taxa contratada. Sempre compare pelo CET.
Simulador: Quanto Fica a Parcela
Informe o valor, a taxa (já vem com o teto do INSS) e o número de parcelas. Veja a parcela mensal, o total pago e quanto é só de juros:
Quando Vale a Pena (e Quando NÃO Vale)
Vale a pena quando
✓ Você troca uma dívida cara (cartão, cheque especial) por uma barata
✓ É uma necessidade real e a parcela cabe no orçamento
✓ Você comparou o CET de 2-3 bancos e pegou o menor
NÃO vale quando
✗ É pra consumo supérfluo (viagem, eletrônico, etc.)
✗ Compromete sua renda por muitos anos sem necessidade
✗ Você não leu o CET e o prazo total no contrato
Margem Consignável e Prazo de 120x
A margem consignável é o máximo da sua renda que pode ir para parcelas: 40% para aposentados e pensionistas do INSS e 35% para CLT e BPC. Para quem recebe um salário mínimo (R$ 1.621 em 2026), isso dá cerca de R$ 648/mês de margem.
Desde maio de 2026, o prazo máximo subiu para 120 parcelas (10 anos). Atenção ao trade-off: mais parcelas = parcela menor, mas muito mais juros no total. Use o simulador acima pra ver a diferença antes de escolher o prazo.
A Jogada Inteligente: Trocar Dívida Cara por Consignado
Se você está no rotativo do cartão (~428% a.a.) ou no cheque especial, usar um consignado a ~1,85%/mês pra quitar essas dívidas é uma das melhores decisões financeiras possíveis — você corta o custo da dívida em mais de 90%. É a chamada "troca de dívida".
💡 Passo a passo completo pra sair do cartão em Como Sair da Dívida do Cartão de Crédito. Se a dívida cara é o cheque especial, veja como sair do cheque especial. E pra organizar tudo num plano, siga o plano de 6 etapas para sair das dívidas.
Cuidados Antes de Assinar
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Compare pelo CET, não só pela taxa de juros — o CET inclui IOF, tarifas e seguros.
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Cuidado com golpes: ninguém sério cobra "taxa antecipada" para liberar consignado. Banco oficial não pede Pix adiantado.
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Cartão consignado ≠ empréstimo consignado: o cartão consignado é mais caro (2,77%/mês) e pode virar uma dívida rotativa. Prefira o empréstimo consignado tradicional.
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Não estoure a margem: deixar a renda no limite tira sua folga pra imprevistos.
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Prazo curto que caiba: escolha o menor prazo cuja parcela ainda cabe — paga menos juros.
Portabilidade vs Refinanciamento: Não Confunda
Se você já tem um consignado, a portabilidade permite transferir a dívida para outro banco que cobre uma taxa menor — é um direito seu, garantido por lei, e ninguém pode cobrar por isso. Sempre que outro banco oferecer um CET menor para o saldo que falta, vale comparar.
O refinanciamento é diferente: o banco prolonga seu contrato e libera um troco em dinheiro. Parece bom, mas estende o prazo e aumenta o total de juros. Muitas vezes ele é oferecido disfarçado de "portabilidade com dinheiro na conta" — leia o contrato e confira se a taxa caiu de verdade antes de assinar. Para não cair num ciclo de dívida, organize tudo dentro de um plano de 6 etapas para sair das dívidas.
🆕 O que mudou em agosto de 2026 (IN PRES/INSS nº 213/2026, DOU de 19/08):
Bloqueio de 90 dias para benefício novo do INSS: quem acabou de se aposentar não consegue contratar consignado nos primeiros 90 dias contados do despacho do benefício — agora nem com o banco que paga o benefício. É uma proteção contra o assédio comercial que mira o aposentado recém-concedido.
Portabilidade com relógio: o banco que recebe o pedido tem 20 dias para confirmar a operação depois da sua autorização; estourou, o pedido é cancelado automaticamente — sem ficar meses no limbo.
Repasse em até 7 dias úteis: o valor contratado tem prazo para cair na conta, e a falta dos documentos exigidos do banco pode interromper os descontos.
No consignado CLT (Crédito do Trabalhador), a taxa média divulgada pelo Ministério do Trabalho está em torno de 3,2% ao mês — abaixo da média de mercado do consignado privado, mas bem acima do consignado do INSS. Compare sempre pelo CET.
Fontes e metodologia: teto e regras do consignado do INSS/CNPS, regras do Crédito do Trabalhador (CLT) e do consignado do Executivo federal (Ministério da Gestão, 2026), e taxas médias do Banco Central. Margens: 40% (INSS) e 35% (CLT/BPC); prazo até 120 parcelas (desde mai/2026). O simulador usa a Tabela Price (parcelas fixas); o CET real inclui IOF e tarifas. Conteúdo educacional, não é recomendação de crédito. Última revisão: junho de 2026.
Perguntas frequentes
Qual a taxa do empréstimo consignado em 2026?
Em 2026, o consignado do INSS tem teto de 1,85% ao mês (cerca de 24,6% ao ano) — uma das taxas mais baixas do mercado. O consignado CLT varia de 1,63% a 6,87% ao mês (custo total médio ~4,48%/mês). O cartão de crédito consignado e o cartão benefício têm teto de 2,77% ao mês.
Empréstimo consignado vale a pena?
Vale a pena em duas situações: (1) para trocar uma dívida cara por uma barata — por exemplo, quitar o rotativo do cartão (~428% a.a.) com um consignado (~1,85%/mês), o que economiza muito; e (2) para uma necessidade real, com parcela que cabe no orçamento. NÃO vale a pena para consumo supérfluo ou para comprometer a renda por muitos anos, porque mesmo barato é uma dívida longa.
Quem tem direito ao consignado?
Aposentados e pensionistas do INSS, beneficiários do BPC, servidores públicos e, desde 2025, trabalhadores com carteira assinada (CLT), pelo programa Crédito do Trabalhador. Cada categoria tem suas regras de margem e taxa.
Qual a margem consignável em 2026?
A margem (o máximo da renda que pode ir para parcelas) é de 40% para aposentados e pensionistas do INSS e 35% para beneficiários do BPC e trabalhadores CLT. Para quem recebe um salário mínimo (R$ 1.621 em 2026), a margem subiu para cerca de R$ 648 por mês.
Qual o prazo máximo do consignado?
Desde 20 de maio de 2026, o prazo máximo do consignado foi ampliado de 96 para 120 parcelas mensais (10 anos). Prazo maior reduz a parcela, mas aumenta o total de juros pago — use o simulador para ver o trade-off.
Consignado é melhor que empréstimo pessoal?
Geralmente sim. Como o desconto é direto na folha/benefício, o risco para o banco é menor e a taxa é bem mais baixa (consignado INSS ~1,85%/mês vs empréstimo pessoal ~5-6%/mês). Se você tem direito ao consignado, ele quase sempre é a opção mais barata.
O que é CET e por que olhar antes de assinar?
O CET (Custo Efetivo Total) inclui os juros mais todas as tarifas, seguros e o IOF — é o custo real do empréstimo. Sempre compare pelo CET, não só pela taxa de juros 'de vitrine'. No consignado CLT, a lei limita o CET a, no máximo, 1 ponto percentual acima da taxa de juros contratada.
Posso usar o consignado para sair das dívidas?
Sim, e costuma ser uma ótima estratégia: trocar dívidas caras (cartão, cheque especial) por um consignado barato reduz muito os juros. É a chamada 'troca de dívida'. O cuidado é não voltar a usar o cartão depois — senão você fica com as duas dívidas.
O que é portabilidade de consignado e quando vale a pena?
Portabilidade é transferir um consignado que você já tem para outro banco que oferece taxa menor. É um direito garantido por lei e não pode ser cobrado por isso. Vale a pena quando o novo banco oferece uma taxa de juros (e um CET) claramente mais baixos. Cuidado com a 'refinanciamento': muitas vezes o banco oferece refinanciar dando um troco em dinheiro, o que estende o prazo e aumenta o total de juros — não confunda com portabilidade.
Consignado entra no SCR e afeta o score?
O consignado é registrado no SCR (Sistema de Informações de Crédito) do Banco Central, como qualquer empréstimo. Pago em dia, ajuda a construir histórico positivo. Como a parcela é descontada direto da folha, o risco de atraso é baixo, o que tende a ser visto como positivo. Comprometer margem demais, porém, reduz sua capacidade de obter outros créditos.
Por que o consignado é mais barato?
Porque a parcela é descontada direto da folha/benefício, reduzindo o risco de inadimplência para o banco. Menor risco = menor taxa. O consignado INSS tem teto de 1,85%/mês em 2026, contra ~5-6%/mês de um empréstimo pessoal e ~15%/mês do rotativo do cartão.
Quem pode fazer empréstimo consignado?
Aposentados e pensionistas do INSS, beneficiários do BPC, servidores públicos e trabalhadores CLT (via Crédito do Trabalhador, desde 2025). Cada grupo tem regras próprias de margem e taxa.
Escrito por Patrimo
O Patrimo é um app brasileiro de controle financeiro. Escrevemos os guias que gostaríamos de ter lido no começo: com a conta feita na sua frente, exemplos em reais e números que vêm do Banco Central, da B3 e da Receita Federal — nunca de achismo nem de promessa de rentabilidade. Conteúdo educacional; não é recomendação de investimento.
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